Viciado em Chamuças
Cheguei a uma grande conclusão, sou viciado em chamuças.
A verdade é que nos últimos tempos, fiz um esforço para contrariar esta minha necessidade: Comer aquelas gordurosas e levemente picantes CHAMUÇAS.
Este vicio em chamuças que teima em não desaparecer, já está no meu sangue. Ou então, não.. é só o colesterol, não sei... mas a verdade é que preciso delas da mesma forma que os políticos precisam de dar beijos numa praça repleta de gente (foi infeliz, mas já está feito).
Para demonstrar o estado em que as chamuças me deixam, vou relatar o que me aconteceu na baixa lisboeta.
Estava eu descansado da minha vida, quando sou abordado por um sujeito. Pensei logo: "Bem!! Estou cheio de sorte não estou a fumar e não tenho tabaco, por isso não me pode cravar." (maior crava sou eu, mas que é isto???).
Mas não foi o caso, o tipo vira-se para mim e balbucia qualquer coisa do tipo: "Queres chamu...?".
Eu achei estranho, já me tinham tentado vender muita coisa, telemóveis, relógios, T-Shirts, calções, erva, aXe, etc... Mas chamuças, isso nunca!!!
Pensei que era um jovem muito inovador, a montar o seu negócio, vender chamuças e outros petiscos na rua, sim senhor!! E dizem que em portugal não se inova, ora toma lá, kunami fresquinho.
Mas pelo sim, pelo não. Resolvi perguntar, para confirmar se estava a ouvir bem: "Desculpa, não percebi!".
O rapaz, que até era educado, responde: "Tenho xamon!! Queres?".
Fiquei triste, muito triste. Afinal era só mais um tipo a vender xamon na baixa.
Respondi: "Não obrigado. Deixa estar." (Sou educado!) Enquanto isto pensava: "Se ainda fosse uma chamuça, ainda marchava".
Penso que por esta altura (2007, Baixa de Lisboa), o mais difícil é mesmo encontrar chamuças.
Já agora fica a dica, se alguém quiser montar um negócio, que tal vender chamuças na rua?


